17.5.11

18 de maio - Dia Nacional da Luta Antimanicomial

Para aqueles que acreditam em um mundo sem grades, onde toda e qualquer diferença é bem-vinda, o 18 de maio significa o enfrentamento do estigma que ronda a pessoa que sofre com o transtorno mental, reafirma seu direito de um tratamento público, integral e de qualidade e a possibilidade de exercer sua cidadania.

Vivemos em tempos de privatização. Passados mais de 20 anos da criação do Sistema Único de Saúde (SUS), torna-se necessário reafirmar os valores e princípios da Reforma Sanitária e da Reforma Psiquiátrica Brasileira, sobretudo os ideais de ampliação da esfera pública e de transformação social que motivaram essa importante conquista da sociedade brasileira.

Os princípios da saúde pública brasileira, conquistados por anos de luta de movimentos populares, grupos comunitários, usuários, familiares e seus trabalhadores, permanecem sendo atacados pelos segmentos que se opõem à ideia de um Estado solidário e democrático e à construção de políticas sociais redutoras das desigualdades, universalistas e com controle social.

É por isso que em 2011 reafirmamos a defesa do SUS e dos Direitos Humanos, combatendo as estruturas manicomiais que apostam na exclusão social e no isolamento. Por incrível que pareça, ainda permanecem as denúncias constantes de violências e mortes sem apuração em uma flagrante violação de Direitos Humanos.

As respostas pautadas na exclusão e no isolamento resistem e conseguiram aprovar a criação de leitos em Comunidades Terapêuticas, opondo-se claramente às deliberações da IV Conferência Nacional de Saúde Mental – Intersetorial, colocando em risco a implementação de uma rede de atenção para usuários de álcool e outras drogas pautados pelos princípios do SUS, da redução de danos e da Reforma Psiquiátrica.

Neste momento, queremos também marcar nosso compromisso histórico com os movimentos sociais antimanicomiais. É hora de avançar na construção de redes intersetoriais que possibilitem a diversidade do cuidado, a crítica, a ética e o respeito. Redes que ampliem a possibilidade de construção de um modelo de desenvolvimento solidário, diverso e com justiça social.

A Semana da Luta Antimanicomial de 2011 convida a Economia Solidária, a Juventude, a Cultura e outros segmentos a se juntarem na construção deste outro mundo possível: Em defesa do SUS e pelo fortalecimento das Redes Antimanicomiais!




Veja a Programação da Semana da Luta Antimanicomial – 16 a 21 de Maio

(Fonte site CRP-SP)

28.4.11

"A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade."

(Carlos Drummond de Andrade)

26.11.10

Só podemos perder o que não temos

Recebi esse texto de uma amiga que assim como eu, procura tirar aprendizados de tudo na vida e me atrevo aqui a dizer que esse texto caiu como uma luva, pois, já faz alguns meses que aprendi exatamente essa mesma lição.
Aproveitem a leitura:

"Na última semana, terminei de ler um livro que um amigo muito querido me presenteou. Falava de auto-descoberta, auto-conhecimento – tratava de temas complexos sobre o expandir da consciência, ampliar o olhar sobre si mesmo – tudo banhado de espiritualidade e conceitos da psicologia. Enfim, dentre os inúmeros temas que pude revisitar ao ler esse livro, um em especial me chamou a atenção: a morte. Nesse capítulo o autor deixava claro um ponto que quero compartilhar com você: a questão da perda.

É verdade que toda perda é um processo dolorido, sofrido. Um processo que nos faz pensar e repensar, refletir sobre nossas vidas, nosso tempo, a forma como aproveitamos ou não esse milagre que é viver e se relacionar, estabelecer relações. Tudo isso faz sentido se ampliarmos o conceito da morte e compreendermos que morremos todos os dias e, renascemos todo amanhecer. A morte nada mais é que o fim de um ciclo e início de outro.

Desapego

E, se morremos, ou melhor, perdemos algo de um lado, de outro ganhamos com certeza. Morrer, romper, terminar, deixar – tudo isso demanda desapego, amor próprio, demanda o aceitar, confiar e agradecer o que recebemos. Um alento é saber reconhecer que só perdemos o que não temos. Explico: só perdemos o que não é nosso, não nos pertence, não agrega, não soma, não nos faz melhor.

Vou tentar clarear… Se só perdemos o que não temos – tudo o que temos levamos conosco. Sensações, emoções, sentimentos – tudo o mais é transitório. Isto é, se alguém próximo se foi, podemos sempre ficar com o que construímos. Com o que vivemos e experimentamos juntos. É de fato só isso o que temos – bons ou maus momentos.

Talvez por isso muitos afirmem que a felicidade é uma soma de bons momentos… Ser feliz é estar mais feliz do que triste no tempo que temos para administrar nessa passagem. O quanto antes conseguirmos entender que a vida é uma passagem, viver se tornará muito mais possível além de mais prazeroso, mais delicado.

Então, exercitar o desapego, o soltar as amarras e travas que nos distanciam do que temos de melhor – nós mesmos – ficará muito mais fácil. Saber o que temos é, por isso, parte do nosso crescimento. Do nosso auto-conhecimento, nossa auto-descoberta. E, para tanto, precisamos passar a olhar com os olhos da verdade, da beleza, da ética, do amor… No mais, tudo vai dar certo.

Máscaras

A questão é que, por vezes, temos tanto medo de olhar a nossa verdade que utilizamos diferentes artimanhas para nos afastar desse nosso centro. Vivemos assim com base no medo de sermos descobertos; na ilusão de que vamos conseguir enganar a todos, inclusive a nós mesmos e, nesse sentido, inflamos nosso ego, praticamos a vaidade, nos apegamos a uma imagem ou imagens que não podem ou jamais serão nossas.

Por isso sofremos. Sofremos nas nossas relações, na nossa existência. Afinal, bem no nosso íntimo sabemos que a máscara que tanto lustramos um dica cairá. E então vamos de uma única vez nos deparar com tudo o que fizemos para tentar tapar o sol com a peneira – a nossa alma, nossa essência – com os véus… Desiludimo-nos, perdemos o outro, perdemos a relação…

Em função de tudo isso fica aqui um convite: faça uma auditoria pessoal. Tente compreender o que é de fato seu e o que não é. Depois de tudo visto, liberte-se. A relação com certeza agradecerá… O outro e o seu ser também".

25.11.10

Retorno

Olá meus amigos!
Há alguns meses não me dedico a este Espaço devido trabalho. Mas agora, com horários mais flexíveis já estou de volta para compartilharmos mensagens de otimismo, reflexão, amor, alegria, sucesso...enfim...tudo o que for positivo e benéfico para cada um de nós.
Conto com a visita e comentários de vocês,
Beijos
Dri

1.5.10

Eu

 "Eu"

Sou um misto de bondade e maldade
De amor e sedução
De maturidade e imaturidade
Creio na vida, na fantasia, na ilusão
Vivo o verso e o perverso
O romantismo e a desilusão
E que graça teria a vida se não fosse essa atração
De opostos que se encontram
Em um ser humano
Que vive em constante evolução

(Adriana Moreno Ramirez)

30.4.10

Top Blog 2010

Olá meus amigos!

Esse ano resolvi inscrever o Espaço Vida & Equilíbrio na premiação Top Blog 2010 na categoria "Variedades".
Para votar, basta acessar o link abaixo:

Obrigada pelo apoio.
Beijos à todos
Dri

14.4.10

Feliz dia do Beijo

Ontem foi o dia do beijo e em homenagem, mesmo que com algumas horinhas de atraso, segue abaixo 7 tipos de beijo que podem ativar as 7 saúdes: física, sexual, financeira, emocional, social, mental e espiritual.

1) Beijo Animal- morde os lábios e ''ataca'' ferozmente o outro. Representa Força.

2) Beijo Flex- beijo com envolvimento das línguas e saliva. Representa Prazer.

3) Beijo Power - um deve entrar no ritmo do outro. Representa Posse.

4) Beijo Doce - as línguas se unem suavemente. Representa Amor.

5) Beijo Surpresa - aquele roubado, causa susto e prazer inesperado, faz rir. Representa Alegria.

6) Beijo Focado - penetração da língua na boca como um ato sexual. Representa Intenção.

7) Beijo Tântrico - é aquele que evolui do tipo animal ao focado naturalmente, mudando a energia e as nuances. Representa União, Integração, Êxtase.


Atenção!!! O beijo é o termômetro da relação!
O beijo é uma manifestação de carinho que demostra afeto e age como um termômetro nas relações. Proporciona sensações agradáveis, libera substâncias químicas que transmitem mensagens ao corpo.
E mais, 29 músculos são ativados em um beijo apaixonado!!!
O beijo é um excelente indicador da relação e pode ser usado para unir muito mais o casal. O beijo tem o poder de misturar a essência das pessoas através da saliva. Tendo esta consciência, o beijo pode ser uma deliciosa alternativa para integrar o casal.

Por isso eu não perco meu tempo....hehe
Beijar é bom demais!!!!
Um beijo grande pra vocês.

9.4.10

Pensamento Lacaniano

Quando se está apaixonado, se é louco [...]
É o seu próprio eu que se ama no amor,
o seu próprio "eu" realizado ao nível imaginário.
(Lacan, 1986)

8.4.10

Não violência contra a mulher



Recentemente fiz um trabalho voluntário na ONG Casa Cidinha Kopcak localizada na zona leste de São Paulo a qual realiza um trabalho social e psicológico com mulheres que sofrem agressão (física, verbal e psicológica). Agressão essa que se instala na maioria das vezes no próprio lar.
A casa é composta por uma equipe multidisciplinar que conta com Psicóloga, Assistente Social, Advogada e profissionais que oferecem gratuitamente palestras, atendimentos, cursos livres (Bijouterias, Manicure, Pedicu.re, dentre outros) com o principal objetivo de libertar a mulher da situação de agressão, resgatando a sua auto-estima, amor próprio e profissionalizando-a para que antes mesmo de sair da situação de agressão, essa mulher tenha condições de se manter em todos os aspectos (psicológico, social, econômico....) e de manter muitas vezes os filhos, que geralmente vivenciam com essa mãe a situação de agressão.
Esse trabalho me proporcionou uma experiência riquissíma.
Conhecer o sofrimento do outro é algo muitas vezes impactante, pois, as marcas, o olhar triste, a expressão apavorante, o medo revelam muito mais do que as palavras. A maioria delas chega no grupo calada, silenciada pela agressão, mas é no grupo que elas se encontram, se identificam através das histórias e experiências de outras mulheres e passam a revelar mais de si e de seu sofrimento.
A força e o desejo que elas têm em querer se libertar dessa situação de agressão é muito maior do que qualquer marca ou medo. É uma força que as motiva cada vez mais a buscar a auto-estima, a independência, o poder de decisão, a realização de sonhos, a felicidade.
Com essa vivência, percebo que eu fui a pessoa quem mais ganhou, pois conhecer o sofrimento vivido por cada uma delas e as condições que levaram à serem agredidas (álcool e drogas na maioria das vezes, porém, a minoria ainda é agredida sem motivos) proporcionam um rico aprendizado no qual transformou o meu olhar, a minha visão com relação à vida. Essa visão passou a ter um vínculo muito maior com a valorização, com o respeito, com o reconhecimento e com o amor.
Agradeço de coração à Casa Cidinha Kopcak por ter me recebido nesse trabalho, à Rosemeire, psicóloga da casa que com tanta dedicação e amor, contribui para a recuperação dessas mulheres.
Finalizo esse texto com indicação de alguns vídeos que abordam a questão da violência e que fica aqui como um Protesto, uma Manifestação pela Não Violência contra a mulher, seja qual for a sua forma.

http://www.youtube.com/watch?v=EKGpezWaO6E&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=oNFRg0bPBdc

http://www.youtube.com/watch?v=LXAPZ5qzhN4&feature=related

Vamos ajudar a divulgar Ongs que assim como a Casa Cidinha Kopcak se mobilizam para mudar o quadro de violência em nosso país.
Disque denúncia: 180.
Não se cale!

Saudade

"A casa da saudade chama-se memória:
é uma cabana pequenina
a um canto do coração."
(Henrique Maximiliano Coelho Neto - Romancista e contista brasileiro - 1864/ 1934)

8.3.10

Separe a ânsia material da ânsia espiritual


Separe a ânsia material da ânsia espiritual.
Quem sempre quer mais é porque acha que não tem, que está com falta.
Se a falta é de dinheiro, sente-se pobre; se é de beleza, julga-se com feiúra; se é de posição, acha-se rebaixado; se é de consideração, vê-se infeliz; se é de afeto, pensa não merecer amor.
Isso não faz bem.
É louvável, porém, desejar mais inteligência, mais sabedoria, mais amor no coração, pois são virtudes da alma.
Querer se plenificar nos valores do espírito é ânsia natural que vem da divindade interna.
É por ter ânsia espiritual que crescemos eternamente.
(Lourival Lopes)

7.3.10

Indignação

Esta semana, alguns telejornais transmitiram imagens de uma diretora de escola na cidade de Papagaio em Minas Gerais participando de dança sensual com um aluno, o que gerou polêmica e revolta de muitos pais com tal atitude.
Esta é mais uma imagem como tantas outras que já vimos, de profissionais que participam de danças como essa com seus alunos ou até mesmo com outros colegas em horário de expediente ou não, mas que são alvo de revolta e críticas da mídia e da sociedade. E isso é justamente o que chama a atenção, a revolta da família e da mídia, quando em nossa sociedade A boquinha da garrafa, a onda do Tchan, das Popozudas, da Eguinha Pocotó e agora o tal "Rebolation" é aprovado pela maioria.
E a quem vamos culpar? Aos filhos que gostam de imitar dançando e cantando tais músicas, se é que assim se pode chamar?
Aos pais que permitem que seus filhos tenham contato com tais músicas?
A mídia, que ao mesmo tempo que pune, transmite e faz propaganda de tais músicas, grupos e cantores?
As gravadoras, que se aproveitam da aceitação do público para divulgar cada vez mais a droga musical?
Afinal, a quem devemos responsabilizar pela vulgaridade imposta em nossa sociedade?
Parece complicado responder a tal pergunta, uma vez que a maioria de nós procura um culpado para ser responsabilizado pelas atrocidades da vida, mas penso que a resposta é simples: a culpa é nossa, da sociedade como um todo!!!
Se cada um de nós passar a criticar e julgar com rigor, critério e qualidade aquilo que nos é apresentado, não apenas em relação à música, mas a cultura de um modo geral, não haveria essa banalização da sexualidade, do homem e principalmente da mulher, sim, da mulher, pois infelizmente eu tenho que admitir que algumas ou muitas aceitam se expor a tão baixo nível para em troca colher frutos de um futuro muito curto, para atingir um "falso sucesso" que lhe renderá alguns mil reais.
E com isso, há uma generalização onde se você não faz parte dos "Rebolations" da vida, você é careta, está fora de moda, é um velho, sem graça, não está antenado e as qualidades que são passíveis de reconhecimento e que merecem divulgação e exposição, são colocadas de lado, como se fosse um quadro empoeirado que de nada serve.
E com isso, em uma sociedade de seres racionais, atitudes irracionais contribuem para o aumento dos índices de vulgaridade, banalização, violência, abuso sexual e infantil, depredação, assassinato, dentre tantas outras formas de violência que levam à sociedade cada vez mais ao retrocesso.

5.3.10

Mensagem do dia

QUER MELHORAR SEU DESTINO? USE SEMPRE BOAS PALAVRAS.

Devemos reconhecer a importância das palavras e construir uma vida luminosa e feliz, proferindo sempre boas palavras. Somente o ser humano consegue usar livremente as palavras e criar o enredo da "peça teatral" a ser encenada no palco da expressão, que é o mundo fenômenico. Portanto, devemos ter o cuidado de escrever bons enredos.

Do livro Kotoba - Seicho Taniguchi

23.12.09

Adeus 2009, Feliz 2010




Olá meus amigos,

2009 foi um ano bem movimentado, um ano de idas e vindas, de muito trabalho, estudo, dedicação, de alegria, tristeza e decepções também, as quais infelizmente não estamos imunes, mas em contrapartida, um ano de muitas realizações, autoconhecimento, reconhecimento, inovações,  reflexões, novas experiências, de muita alegria e diversão.
Foi um ano em que tanto as experiências do trabalho quanto na vida acadêmica e pessoal me deram mais e mais a certeza da minha missão, que se concretiza cada vez mais em contribuir para o desenvolvimento do "outro", seja no aspecto profissional ou pessoal.

Em 2009, pude experimentar  diversos sentimentos como o amor em suas diferentes faces, a amizade que se fortalece e renova, a união familiar, imprescindível na vida de uma pessoa, pois é nela que encontramos o apoio e amor necessários para trilhar o nosso caminho de forma mais leve e segura e a valorização de si e do outro.

Agradeço a Deus por cada dia e cada experiência vivida e aproveito também para agradecer a todos que fizeram e fazem parte da minha vida, tanto a vida real como a vida nesse "Espaço", compartilhando idéias, reflexões, mensagens e experiências.

Finalizo com os votos de Boas Festas.
Um Natal repleto de harmonia, saúde e amor, um Natal onde seja avaliada a vida como um todo e que a mensagem que nosso Jesus Cristo nos envia se propague cada vez mais por meio de nossas ações.

E que 2010 seja um ano de inovações, de amizade, de realizações e concretizações e que nele, nossos caminhos continuem a se encontrar de tal forma que nos beneficie em sentimentos, emoções, experiências com o objetivo maior, de evoluirmos e sermos felizes.

Obrigada pelo carinho,
Beijos
Dri

16.12.09

A felicidade pode ser medida

Bom dia meus amigos!

Vocês sabiam que a felicidade pode ser cientificamente medida? Parece algo dificil de acreditar, mas leiam o texto do dia 20 de novembro de 2009 extraído do site EcoAgência e vejam que interessante os comentários que a antropóloga e psicóloga Susan Andrews faz a respeito desse tema:

O interesse da ciência pela felicidade é crescente, o que fica evidente pela quantidade de artigos publicados em revistas científicas. Somente nos últimos seis meses, foram divulgados 27.335 estudos, abordando desde aspectos bioquímicos a psicológicos.

O assunto foi tema nesta sexta-feira (20) pela manhã, durante a palestra de encerramento do 6o Encontro Cultivando Água Boa, no Hotel Rafain Palace, em Foz do Iguaçu, ao ser anunciada 5a Conferência Internacional sobre Felicidade Interna Bruta (FIB), que será realizada no mesmo local até a próxima segunda-feira (23).

A palestra foi ministrada pela antropóloga e psicóloga formada em Harvard (EUA) Susan Andrews, que vive no Brasil desde a Eco 92. Atualmente, ela é responsável pela divulgação da metodologia do FIB (Felicidade Interna Bruta) no Brasil e coordena o Parque Ecológico Visão Futuro em Porangaba, no interior de São Paulo.

Segundo ela, comprovadamente, pessoas mais felizes têm sistemas imunológicos mais fortes, têm melhor desempenho no trabalho, adoecem menos, vivem mais, têm casamentos mais sólidos. Por outro lado, a depressão se tornou uma das principais doenças da sociedade contemporânea. São esses os principais fatores que têm motivado a investigação científica, uma vez que o maior conhecimento sobre o que constitui a felicidade e como medi-la permitirá construir políticas mais eficientes, com reflexos positivos sobre a saúde pública.

O primeiro questionamento daqueles que tomam contato com o conceito de FIB, normalmente, é sobre como é possível medir a felicidade, que é algo bastante subjetivo. Na bioquímica do corpo humano, uma das substâncias associadas à felicidade é o hormônio cortisol, secretado pelas glândulas suprarrenais. Pessoas felizes tendem a ter 32% menos cortisol. Em contrapartida, o hormônio é encontrado em abundância em pessoas com alto nível de estresse. “É preciso ter consciência de que quando uma pessoa está infeliz, seu fígado está infeliz, seu estômago está infeliz, sua pele está infeliz. Os reflexos negativos se espalham pelo corpo inteiro”, afirmou Susan.

O conceito de FIB surgiu no Butão, na Ásia, como proposta de medir o bem-estar de forma mais ampla do que o PIB (Produto Interno Bruto), comumente utilizado para mensurar o progresso material de uma nação. O prêmio Nobel de Economia Joseph Stiglitz afirma que, entre os economistas, são muitos os que criticam o PIB como índice de prosperidade.


Na sociedade de consumo atual, é comum a ideia de que o acúmulo de bens materiais é garantia de felicidade. Mas a ciência tem comprovado o contrário, garante Susan. Sem dúvida, em situações que vão desde um estado de miséria absoluta a uma condição econômica que permite alguns luxos, uma melhoria financeira é diretamente proporcional à felicidade. Mas, uma vez que as necessidades básicas são satisfeitas, novos acréscimos em bens materiais não significam aumento de felicidade. Prova disso é que a população norte-americana triplicou sua riqueza nos últimos 50 anos, mas a população está mais infeliz, o que pode ser comprovado pelo aumento do número de suicídios, casos de depressão, divórcios etc.

A razão para isso, afirmou Susan, está na capacidade de adaptação do ser humano. É o caso, por exemplo, de quem compra um carro novo e se delicia em dirigi-lo por algumas semanas. Depois disso, vira rotina. “Uma vez que as necessidades materiais são satisfeitas, o aumento da felicidade depende de outras condições, tais como o carinho, o afeto, o companheirismo, a compaixão, o sentimento de pertencer a uma comunidade”, exemplificou Susan.


22.11.09

Mensagem do dia

"Preocupe-se mais com a sua consciência do que com a sua reputação, porque sua consciência é o que você é, e sua reputação é o que os outros pensam que você é, e isso é problema deles".

(Nietzsche)

21.11.09

Um de meus textos favoritos...

“Ser feliz não é ter uma vida isenta de perdas e frustrações.

É ser alegre mesmo que venha a chorar.
É viver intensamente...
É nunca deixar de sonhar mesmo se tiver pesadelo.
É dialogar consigo mesmo ainda que a solidão o cerque.
É ser sempre jovem mesmo se os cabelos enbranquecerem.
É contar histórias para os filhos mesmo se o tempo for escasso.
É amar os pais mesmo se eles não o compreenderem.
É agradecer muito mesmo se as coisas derem errado.
É transformar os erros em lições de vida.
É extrarir das pequenas coisas grandes emoções.
É encontrar todos os dias motivos para sorrir,
mesmo se não existirem grandes fatos.
É não desistir de quem se ama, mesmo se houver decepções.
É ter amigos para repartir as lágrimas e dividir as alegrias.
É ser um amigo do dia e um amante do sono.
É agradecer a Deus pelo espetáculo da vida...
São felizes os que se libertam do cárcere do medo,
os que superam a ansiedade e vencem o mau humor,
transcendem os seus traumas.
São os que aprendem a velejar nas águas da emoção.”
(Augusto Cury)

20.11.09

Mensagem do dia

"O melhor relacionamento não é aquele que une pessoas perfeitas, mas aquele onde cada um aprende a conviver com os defeitos do outro e consegue admirar suas qualidades.”
(Autor desconhecido)

16.11.09

Amor Líquido

Esse é o trecho do livro "Amor líquido" de Zigmunt Bauman, um livro que fala sobre a fragilidade dos relacionamentos e a sensação de vazio em tais relações.
O trecho abaixo foi enviado pelo Bruno, um amigo que hoje, demonstrou uma sensibilidade incomparável e que me surpreendeu ao compartilhar comigo alguns de seus pensamentos em relação a esse tema.
Infelizmente, são poucas as pessoas que falam e conseguem expressar seus pensamentos e sentimentos abertamente em relação ao amor.
No trecho abaixo, Bauman faz um comparativo entre "Amor e Morte"....
"Assim, não se pode aprender a amar, tal como não se pode aprender a morrer.
E não se pode aprender a arte ilusória – inexistente, embora ardentemente desejada – de evitar suas garras e ficar fora de seu caminho.
Chegado o momento, o amor e a morte atacarão – mas não se tem a mínima idéia de quando isso acontecerá.
Quando isso acontecer, vai pegar você desprevenido."
É estranho pensar nisso...mas o amor é algo inevitável, que está prestes a atingir cada um de nós em toda a nossa existência...será?
E como lidar com isso, será preciso estar preparado? Preparar-se para o desconhecido...como seria isso?
Penso que se preparar não seja a expressão correta, mas sim, viver o presente, o aqui e agora e estar aberto à essa vivência, livre de "pré-conceitos" e "julgamentos", respeitando a si e ao outro, respeitando às diferenças e a individualidade de cada um.
Parece fácil, mas acredito que ao abrir-se pra essa vivência, o peso seja menor...

Indicação de livros

  • A Arte Da Guerra - Sun Tzu
  • A cura de Schopenhauer - Irvin D. Yalom
  • Heróis de Verdade - Roberto Shinyashiki
  • O guardião de memórias - Kim Edwards
  • Quando Nietzsche Chorou - Irvin D. Yalom
  • Você é Insubstituível - Augusto Cury

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