26.3.09

O mar e a vida

Recentemente, participei da palestra de lançamento do livro "A GRANDE VIRADA – 50 regras de ouro para dar a volta por cima" de José Luiz Tejon onde ele trouxe diversas experiências tirando de cada uma delas exemplos de dificuldade, luta, persistência, dedicação e superação.
E me chamou a atenção uma experiência em que ele faz uma analogia da vida com o mar, porém, não vou mencioná-la aqui da forma que foi colocada, mas vou adaptá-la conforme minha visão e minhas experiências.

Imagine um menino em pé na beira da rocha olhando para o mar.
Ele está firme, seguro, pois sabe que se ficar ali, nada vai acontecer. Ele apenas admira a beleza e a calmaria do mar. Vê os barcos irem e virem e assim vive dia-a-dia.
De repente, o mar se agita, venta....aquele mar calmo e tranquilo se transforma...fica bravo, agitado. A onda forte bate na rocha e nesse momento, o menino se afasta, pois tem medo daquela agitação, daquela ventania, medo de que algo ruim aconteça.
O pai do menino o ensinou que numa situação como essa, se não houver escapatória, ele deve se lançar ao mar, porém, deve lançar-se antes que a onda se forme e vá de encontro à rocha.
Mas o menino tem medo....

E assim é a vida. Num momento está calma, tranquila...num outro está agitada, conflituosa, fervorosa. E nós somos aquele mesmo menino. Cheios de medo, inseguros, sem saber se devemos nos lançar a situações que a vida nos coloca ou se devemos recuar e nos proteger. Muitas vezes, preferimos recuar e nos mantermos na zona de conforto (a rocha), onde sabemos que nada vai acontecer. Não nos arriscamos para não sofrer, para não nos magoarmos ou sofrermos uma decepção e vivemos na conformidade. Vemos a vida passar, as pessoas virem e irem como os barcos da história. E assim levamos nossa vida.
Costumo brincar que já vivi minha cota de magoas e decepções. Já vivenciei momentos de tristeza os quais não quero vivenciar nunca mais. E os conflitos??? Nem quero pensar....rsrs
Mas sabe, apesar de já ter sofrido minha cota de decepções e tristezas, ainda assim, não tenho medo de me lançar no mar da vida.
Hoje eu penso que devemos sim nos arriscar e tentar. Tentar e viver aquilo que acreditamos que seja bom e verdadeiro. Viver aquilo que se sente vontade de fazer. Não prejudicando a ninguém, mas fazendo bem a si e aos outros.
Não quero deixar de realizar meus sonhos por parecerem tolos e sem sentido. Não quero reprimir meus sentimentos e meus desejos porque alguém me diz que não vale a pena. Pois afinal, é assim que a muitos agem. Se escondendo, reprimindo o que sente, deixando de dizer ou de fazer algo porque o outro vai pensar assim ou assado. Porque aos olhos do fulano isso não é bom ou porque ciclano acha que...Ciclano não acha nada. Cada um de nós é que deve achar e saber o que é melhor pra si. Não quero aqui abrir uma discussão sobre uma pessoa "individualista", mas quero aqui lançar uma reflexão onde cada um se olhe internamente e reflita. Será que a forma que estou agindo com a minha vida é a melhor? Será que estou sendo como aquele menino encima da rocha olhando passivamente para o mar da vida e vendo-a passar dia-a-dia? Vendo as oportunidades e as pessoas virem e deixando-as partir? Será que estou vivendo tudo o que eu gostaria de viver? Será que estou me valorizando e valorizando as pessoas que me amam e me querem bem?

Não quero ser como esse menino que vê a vida passar e não se lança, por mais dificil que seja uma situação. Eu quero sim, me lançar ao mar e viver intensamente todos os bons momentos, sem medo do que possa vir. Claro que a cautela é uma grande aliada. Mas há que saber dosar essa cautela para não ser prisioneiro dela e deixar de viver grandes momentos na vida.
Como mencionei antes, já tive minha cota de experiências negativas, tristezas, mágoas e decepções. Mas penso que cada uma delas contribuiu de alguma forma para me tornar a mulher que sou hoje. Talvez não estivesse aqui, escrevendo o que penso, o que sinto, compartilhando idéias e pensamentos que acredito sinceramente que possam ajudar alguém em algum momento da vida, seja quem for e onde estiver.

2 comentários:

  1. Concordo com tudo isso! Deve ser por isso que eu digo que procuro levar a vida em 220, pois não tenho tempo a perder, vivo o saltimbanco da vida, às vezes sem saber como ou pra onde ir, mas sigo em frente afinal a vida é como a gente vive.
    Beijos

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Indicação de livros

  • A Arte Da Guerra - Sun Tzu
  • A cura de Schopenhauer - Irvin D. Yalom
  • Heróis de Verdade - Roberto Shinyashiki
  • O guardião de memórias - Kim Edwards
  • Quando Nietzsche Chorou - Irvin D. Yalom
  • Você é Insubstituível - Augusto Cury

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